10 Anos em 10 Minutos: O que a vida me ensinou até os 38
O Pedro de 28 anos não acreditaria nisso...
Olá,
Ontem foi meu aniversário. Eu completei 38 anos. Sabe aquele momento em que a ficha cai e você percebe que não é mais o “jovem promissor”, mas sim o adulto que deveria ter todas as respostas? Pois é. Eu olhei no espelho e percebi que a maturidade que eu esperava ter aos 40 já está batendo à porta, mesmo que, por dentro, eu ainda me sinta descobrindo o caminho.
Ao olhar para trás, exatamente dez anos no tempo, eu vejo um Pedro de 28 anos. Eu estava na França, terminando um doutorado, vivendo em euros com um orçamento apertado e uma saúde mental que por vezes balançava. Eu tinha sonhos, sim, mas eles eram nublados pela incerteza.
Se eu pudesse sentar para tomar um café com aquele Pedro de 2015, a primeira coisa que eu faria seria dar um tapinha no ombro dele e dizer: “Calma. Você vai conseguir coisas que nem sequer consegue imaginar agora.”
Nesta última década, a vida aconteceu em uma velocidade avassaladora. Eu voltei para o Brasil, casei, me separei. Conquistei um patamar financeiro que, para aquele estudante na Europa, parecia ficção científica. Comprei meu apartamento. Carimbei o passaporte no Japão, no Canadá, no Peru, ou melhor, em mais de trinta países até agora. Fortaleci amizades que hoje são o meu porto seguro.
Mas a maior mudança não foi o que eu coloquei na conta bancária — que hoje em dia ainda é meio negativa — ou o que pendurei na parede — nunca pendurei diplomas na parede . Foi o que mudei dentro da minha cabeça.
A flexibilidade é o novo superpoder. Aos 28, eu tinha resistências. Eu tinha preconceitos enraizados, inclusive sobre terapia. Hoje, aos 38, entendo que a terapia foi uma das ferramentas que mais me desenvolveu psicologicamente. Eu aprendi a ser mais maleável, a aceitar que nem tudo precisa seguir o script rígido que eu escrevi. A vida é especialista em rasgar nossos roteiros, e a nossa única saída é aprender a improvisar com maestria.
O valor está no que você leva, não no que você guarda. Uma das lições mais fortes que consolidei é sobre a posse. Com 28 anos, eu sonhava em “ter”. Hoje, percebo que o que eu construí com meus estudos e minhas experiências é infinitamente mais valioso do que qualquer objeto. Se eu precisasse me mudar de cidade ou de país amanhã, o que me define não seria o meu sofá ou a minha TV, mas a minha capacidade de realizar e o conhecimento que carrego. O que temos pode até definir nosso status social em alguns círculos, mas o que somos é o que sustenta nossa felicidade quando as luzes se apagam.
A tecnologia mudou o jogo (e eu vi de perto). Como alguém que estuda dados e tecnologia, não posso deixar de me impressionar. Há 10 anos, eu pesquisava modelos de Inteligência Artificial que hoje parecem rudimentares. Vi o surgimento dos Transformers em 2017 e como isso revolucionou tudo o que conhecemos. Hoje, trabalho com ferramentas potentes que eram impensáveis na década passada. Isso me faz pensar: onde estaremos daqui a mais 10 anos?
Uma mensagem para o meu “eu” de 48 anos. Eu não sei se você estará lendo isso de outro país, se terá uma família maior ou se continuará apreciando sua própria companhia. Não sei quais serão seus novos amores ou quais perdas você terá que enfrentar (porque o tempo, infelizmente, também leva pessoas queridas). Mas o meu desejo hoje, aos 38, é que você continue curioso. Que você tenha visto a Aurora Boreal que eu ainda não vi. Que você continue fazendo do aprendizado a sua maior riqueza.
E para você que está lendo isso agora: Quantos anos se passaram desde a sua última grande reflexão? Se você encontrasse sua versão de 10 anos atrás, você teria orgulho do que se tornou? Ou melhor: o que você está fazendo hoje para que o seu “eu” do futuro te agradeça?
A vida não é sobre chegar a um destino final onde tudo está resolvido. É sobre a coragem de continuar caminhando, ajustando a rota e celebrando cada nova tatuagem, cada viagem e cada lição aprendida.
Obrigado por fazer parte da minha jornada.
Com carinho,
Pedro.
Este texto foi escrito com auxílio de uma inteligência artificial, a partir do vídeo do YouTube. Por isso é meia boca. Eu normalmente coloco umas piadas autodepreciativas no meio.



