A última cerveja
Minha estratégia para ter uma qualidade de vida melhor em 2026
Feliz Natal!
Mais um ano acabando. Acabei de fazer meu trinta e oigésimo — não sufoque o artista — aniversário e a minha vida parece estar uma bagunça. Não está, mas parece. O que eu quero dizer com bagunça é que eu gasto muito tempo fazendo coisas que eu não gostaria de fazer, sempre por causa de uma autoavaliação no sentido de: “Ah, mas eu mereço!”.
Deve ser a octogésima vez que tento deixar de usar o Instagram. A qüinquagésima vez que tento beber menos álcool, e a duzentésima vez que quero criar mais coisas para a internet no lugar de consumir.
Não que eu tenha falhado, mas não estou em um nível de utilização desses alívios sinápticos que eu gostaria.
Dessa forma, resolvi tomar algumas medidas mais controladas com relação aos meus shots de dopamina para ter uma qualidade de vida melhor. Não deve ser tão difícil. Redes sociais, por exemplo, não uso mais o Facebook e o Tik Tok nunca me pegou.
Sei e já falei dos danos da utilização constante do Instagram. É uma rede social bastante útil para algumas coisas, mas não justifica gastar mais de duas horas no dia nela.
E para mensurar o meu progresso, criei algumas metas:
Ler, pelo menos, meia hora por dia, um livro que não esteja relacionado com minha área de trabalho ou estudo.
Preencher o Diário de Bordo todos os dias
Usar o Instagram, no máximo, 30 minutos por dia.
Não beber álcool por um ano.
Postar, pelo menos, um vídeo por semana no YouTube.
Usar somente câmeras fotográficas para tirar fotos.
Escrever no meu blog, pelo menos, uma vez por mês.
Sair com amigos, pelo menos, uma vez por semana.
Dedicar um tempo para minha espiritualidade.
Bom, é isso.
Para conseguir fazer algumas dessas coisas, substituí meu celular por uma versão mais antiga onde só tenho o WhatsApp e outros aplicativos úteis. Nenhuma rede social, além do substack. Ainda, deixei a tela em escala de cinza para ser menos interessante.
Sobre beber, consigo substituir as bebidas por cerveja zero.
Comecei a sair com uma câmera antiga, Cybershot, pequena, com sete megapixels.
O objetivo maior dessas resoluções é desenvolver meu lado criativo, fazer o tempo passar mais devagar e diminuir a ansiedade e, consequentemente, ter uma vida melhor.






